quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Olhares Ocultos, Paisagens Perceptíveis

Fotógrafo leva mostra a aldeias indígenas de Mato Grosso

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Texto: Naine Terena e Henrique Santian
Fotos: Henrique Santian

Após uma imersão por Terras Indígenas no Xingu, e também em Santiago do Norte na região de Paranatinga MT, agora é a vez de Chapada dos Guimarães receber, a Mostra fotográfica Olhares Ocultos, Paisagens Perceptíveis, do fotógrafo documentarista Henrique Santian.

Composta por 20 imagens, a exposição traz diferentes características dos biomas do estado de  Mato Grosso, em especial o Cerrado, Amazônia, Araguaia e Pantanal. Ao fazer o registro fotográfico de ambientes naturais e em transformação, Santian traz como identidade em seu trabalho um olhar documental artístico, em questão propõe criar uma reflexão pelo antagonismo das imagens paralelamente apresentadas. O público, além de usufruir de momentos hedônicos, pela beleza das paisagens retratadas, poderá ultrapassar os momentos contemplativos em uma imersão de apelo ecológico pela preservação e conservação dos ecossistemas.

Das primeiras visitas, Santian traz lembranças e relatos de uma experiência inesquecível:  “As crianças Waujá da aldeia Ulupuwene, despertam a imaginação com as formas e cores das imagens apresentadas. Muitas delas estão tendo a primeira experiência em ver uma mostra fotográfica em sua aldeia”, relata o fotógrafo sobre a primeira montagem que ocorreu durante o ritual do Kaumai ou Kuarup na aldeia Ulupuwene do povo indígena Waurá, no Parque Indígena do Xingu.

Para este grupo, Santian também realizou a oficina de fotografia. O fotógrafo ressalta que a montagem da exposição ocorreu um dia antes do grande ritual do Kuarup. Foram montadas 20 imagens impressas em canvas (material de pano de tela), o que segundo Santian, revela a identidade da Exposição e desperta a curiosidade. “Um momento de reflexão sobre a vida, o entardecer nos traz uma noite escura de lua nova, o céu é encoberto por infinitas estrelas onde é possível perceber cada movimento de Luz. Os Waujá nos saudaram com flautas nesta noite de contemplação”.

Em Santiago do Norte (Paranantinga), a exposição foi montada na Escola Municipal do Campo  Alcides Visoni. A colaboração da comunidade escolar para a montagem da exposição, foi também um dos grandes momentos para esta circulação, pois a atitude colaborativa rompe barreiras e faz com que a arte chegue em espaços que até então, são desconhecidos de muitos artistas. “Agradeço a professora Manuela e todos os alunos que fizeram a montagem da mostra, e aproveitaram para debater temas socioambientais através das fotos apresentadas”, diz Santian. As fotografias impressas para cada localidade, são doadas e a partir delas, professores e comunidades podem realizar atividades educativas, reflexões sobre a vastidão do estado de Mato Grosso e a conscientização ambiental.

Fotógrafo documentarista e artista visual multimídia, nascido em 1989 em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Formado pela Omicron (PR), trabalha com fotografia desde os 15 anos, tendo conquistado boa parte de seu repertório de forma autodidata.  Sua obra é diversa e tem como marca um distinto olhar autoral. Atualmente mora em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, e desenvolve uma série de projetos documentais e artísticos concomitantes. 

A abertura será realizada na rua Quinco Caldas 164, bairro Centro (Chapada dos Guimarães), na rua da  Feirinha da Sustentabilidade entre o Paradinha bar e Bodega, dia 13 de outubro, a partir das 20:00, ao som do CAMERATA JAZZ, que traz um repertorio dos clássicos americanos do jazz e uma seleção brasileira de bossa nova e samba jazz.

 

Serviço em Chapada dos Guimarães:

Quando? 13 de outubro de 2018
Onde? Rua Quinco Caldas 164, bairro Centro. Próximo ao Bodega e ao Paradinha bar, na rua da Feirinha da Sustentabilidade
Que horas? a partir das 20:00
Tem convidados? Claro! CAMERATA JAZZ.