Uma dose de Poesia

Edição: Bruna Obadowski
Poesia, fotos e vídeo: Indrid Lyra

Vivemos um momento delicado. São dias difíceis em meio à Pandemia. O mundo inteiro parou e paulatinamente retoma suas atividades. Em Lisboa, o distanciamento social segue como uma política forte de proteção à vida. Nesta semana, Portugal decretou o fim do estado de emergência que estava em vigor desde 19 de março e iniciou a flexibilização das medidas de confinamento com a reabertura de pequenos estabelecimentos.

Não é possível receber grande quantidade de clientes, pois os portugueses deverão respeitar regras estritas de distanciamento físico. O uso de máscara e viseiras em todo o comércio é obrigatório. Nada de aulas e/ou atividades desnecessárias. Portugal tem uma nova medida, agora o de calamidade pública, que estimula os portugueses a respeitar o dever cívico de permanecer em casa.

É um novo normal que se estabelece a cada dia. Ingrid Lyra, fotógrafa e artista brasileira residente em Lisboa, nos contamina com sua poesia e sua estética em preto e branco ao registrar os pequenos passos que Lisboa alcança a cada dia.

Quando não ignoradas as mentiras, apocalípticas serão as verdades. Homeopáticas doses anunciam o colapso. Longe, distante. Vastos territórios, agora comprimidos. O claustro em que respira é espera do que não se sabe. A apoteose da conexão com a tela, é a distância do touch para o sentir. Sempre foi assim. Nada mudou. Os pássaros estão livres. Nós em gaiolas.

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