Trans-resistência

Texto: Fred Gustavos
Foto: José Medeiros

Com todo glitter e talento de Dandara Byonce, nossa galeria hoje homenageia a todos, todas e todxs pessoas LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers, Intersexuais, Assexuais, simpatizantes e quaisquer outras pessoas que não sejam cobertas pelas outras sete iniciais) que lutam por seus direitos e contra o preconceito. Hoje é o Dia Internacional de Combate à Homofobia.

Dandara é nome forte, nome de brilho, nome de resistência, nome de diva. Em nossa história, encontramos Dandara como a esposa de Zumbi dos Palmares, com quem teve três filhos. Foi símbolo de luta na resistência aos ataques ao quilombo e quando derrotada, preferiu jogar-se de um abismo pela liberdade do que voltar a condição de escrava. Sua força, honra e vitória representam os anseios do múltiplo artista Anderson Danttas. Baiano, ator, dançarino e performer drag que dá vida a ilustre Dandara Byonce.

 

Em percurso por Cuiabá com o espetáculo ‘Ruína de Anjos’ junto A Outra Cia de Teatro (BA) no circuito do festival Palco Giratório promovido pelo Sesc Mato Grosso, Dandara nos presenteou, em comemoração ao seu aniversário, com um show intimista no Gran Bazar Pac na Praça da Mandioca.

Sua performance carrega muita diversão junto ao público, coreografias arrasadoras e muitas mensagens de resistência, gratidão e respeito racial e LGBT. Dandara integra as Bonecas Pretas, um coletivo de drags negras de Salvador para fazer entretenimento. Seu lema é: Corpos negros, mentes livres: “Minhas perucas, minhas regras”

Dandara é um trabalho louvável de resistência, persistência e existência. Faz sua voz ser escutada que vem de uma realidade dramática de Salvador. Nos últimos dados de 2016, a Bahia é o segundo estado brasileiro que mais sofre com crimes de homofobia. Uma verdade dolorosa e que assola Cuiabá também e que nos últimos anos registrou mortes brutais por homofobia.

Dandara, Dandara… e todas outras artistas do movimento. Cantemos, dancemos com alegria da vida, destilemos amor, brindemos a diversidade, o amor e o respeito que pouco a pouco isso se espalha e os preconceitos espantam.

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